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Por que TERAPIA OCUPACIONAL?
26 de julho de 2021

Terapia Ocupacional e Pacientes com Câncer

O câncer ainda é uma doença com grande prevalência no mundo, porém, sabemos que os avanços da ciência apontam para terapêuticas inovadoras, garantindo o crescente aumento na sobrevida de crianças e adultos com doença oncológica.

Apesar dos avanços científicos e tecnológicos relacionados com tratamento do câncer, muitos desses pacientes vão sofrer danos psíquicos e/ou motores, entre outras perdas causadas pela doença e/ou seus tratamentos. A abordagem clínica assistencial em equipe multiprofissional é uma realidade nos centros oncológicos pelo mundo, e também aqui em nosso país, sendo garantida de certa forma pelo avanço nas políticas públicas (leia mais sobre Cacon e Unacon) e os princípios de igualdade e equidade do nosso Sistema Único de Saúde -SUS.

é de suma importância que destaquemos a TERAPIA OCUPACIONAL (TO) nesse contexto…

Sendo assim, é de suma importância que destaquemos a TERAPIA OCUPACIONAL (TO) nesse contexto, para que, divulgando suas ações junto aos pacientes com câncer, tenhamos maior reconhecimento dos profissionais da equipe de saúde na área de oncologia, da saúde em geral e consequentemente da própria sociedade.

Hoje os terapeutas ocupacionais já têm como se apresentar aos serviços de oncologia, com formação pós acadêmica em áreas que certamente estão dentro da linha de cuidado do câncer no país – quais sejam, a especialidade na assistência terapêutica ocupacional ao paciente gravemente enfermo, hospitalizado, institucionalizado e até em situação de receber cuidados paliativos (leia mais sobre Cuidados Paliativos).

As ações da TO vão desde a recepção e acolhimento aos pacientes diagnosticados com câncer, passam por várias intervenções consideradas como prevenção de agravos, incluem ações educativas ao paciente e cuidadores sobre exames e procedimentos, também sobre o processo de tratamento e seus efeitos colaterais. Também são ações da TO, as intervenções de reabilitação oncológica em seus diversos modelos de abordagem clínica, chegando ao seguimento de longo prazo para pacientes curados diante de um desfecho favorável ou intervindo através dos cuidados paliativos, quando o desfecho desfavorável da doença, ou a gravidade das sequelas, assim ocorram.

Uma equipe oncológica não pode prescindir de um especialista que olhe e trate a rotina de vida

Uma equipe oncológica não pode prescindir de um especialista que olhe e trate a rotina de vida alterada do paciente com câncer que é evidenciada desde o diagnóstico. Este profissional reúne todos os conhecimentos, está treinado e apto a lidar com os componentes do desempenho ocupacional (leia mais sobre rotina e desempenho ocupacional) alterados nestes pacientes, estabelecendo intervenções realistas e significativas conforme a idade, a doença e o setting de atendimento de cada paciente.

Este é o trabalho da TERAPIA OCUPACIONAL, que atualmente se desenvolve em vários hospitais de especialidade e unidades de oncologia em todo mundo, estabelecendo como meta: devolver a cada paciente sua condição de autonomia e independência para suas ocupações cotidianas, mesmo diante de perdas motoras, sensoriais e psíquicas trazidas pelo adoecimento.

atualmente se desenvolve em vários hospitais de especialidade e unidades de oncologia em todo mundo…

O ganho percebido nas últimas décadas, está nas evidências relacionadas à alta precoce de unidades oncológicas de terapia intensiva considerando a abordagem da TO neste espaço; também o retorno à vida ocupacional após o tratamento oncológico em fase aguda, bem como o destaque nas ações paliativas, entre tantas outras evidencias que vêm sendo levantadas através da pesquisa cientifica na área.  

“vocês TOs, irão fazer a diferença na qualidade de vida dos pacientes com câncer”

Na década de 70, a célebre frase do radiologista dr.Giulio D’Angio nos EUA, fez com que muitos oncologistas revissem seus protocolos na perspectiva de visar maior qualidade de vida e sobrevida em oncologia: “The cure is not enough”, ou a cura não é suficiente, se referia à amplitude do termo para além da cura biológica, quando ainda se cuidava obstinadamente do câncer a despeito das muitas sequelas e comorbidades. O mundo mudou, a ciência caminhou e eu tive uma oportunidade ímpar de escutar presencialmente deste mesmo médico em 2008 (leia mais sobre Congresso SIOP- 2008), “vocês TOs, irão fazer a diferença na qualidade de vida dos pacientes com câncer”!

E é exatamente isto que estamos buscando fazer!

 Walkyria de Almeida Santos

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