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LER E DORT , HÁ DIFERENÇAS ?

Man work so hard and long time that he has office syndrome. He has wrist pain, from working with laptop.

Quem nunca sentiu uma dor nos dedos das mãos ou formigamento no punho  e já se autodiagnosticou com, tendinite?

Atitude errada, porque esse  processo  inflamatório ou lesão , tem sua origem em diversas causas  , como distúrbios hormonais , metabólicos e doenças imunológicas por exemplo e , deve ser INVESTIGADO ! 

Mas , há também , a possibilidade da causa dessa dor em questão , estar relacionada a um esforço de movimentos que se repete, sendo o  caso , avaliado  como LER (Lesão por Esforço Repetitivo). 

Precisamos deixar claro ,  que  LER , não está relacionada ao trabalho diretamente,  porque mesmo quem não tem uma ocupação profissional,  pode desenvolver  lesões,  em atividades de lazer e diversão , que incluem esforços repetitivos, jogos eletrônicos, aparelhos digitais e até artesanato.  

Já DORT ( Distúrbios Osteomusculares Relacionados com o Trabalho ) é uma sigla criada especificamente para  designar apenas as lesões , em que há correlação do quadro clínico , com o trabalho executado  pelo indivíduo. O termo, alcança  todos os sintomas e  espécies de sobrecargas biomecânicas, dentro de um determinado cenário ocupacional. 

FATORES OCUPACIONAIS QUE CONTRIBUEM PARA O SURGIMENTO DA LER E DORT

Classificadas como um conjunto de doenças,  que atinge as estruturas dos músculos , tendões , nervos e líquidos articulares , LER/DORT podem ser agravadas , por  fatores presentes no ambiente de trabalho, tais  como : ritmo intenso , móveis e equipamentos Inadequados,  , exposição ao frio ou vibrações .

Os sintomas , variam de pessoa para pessoa e vão surgindo lentamente. Se não houver intervenção , podem se agravar , provocando dores intensas e constantes ,  sensação de peso e formigamento na região cervical, na lombar ,  ombros , cotovelos , punhos e mãos. 

Por meio de um  tratamento precoce, é possível  evitar que as lesões evoluam e se tornem crônicas, causando dificuldades na realização das tarefas do cotidiano .  

A TERAPIA OCUPACIONAL NO TRATAMENTO DESSAS LESÕES

Após  o diagnóstico de um especialista , o  TO , juntamente com a equipe multidisciplinar , irá aplicar técnicas para avaliação dos sinais clínicos de processo inflamatório. Trabalho, que requer tempo prolongado  de tratamento e um contato quase que diário com o paciente . 

A atuação do terapeuta ocupacional , nessas situações , é focada nas dificuldades e incapacidades do indivíduo, que podem ser temporárias ou permanentes. Originadas das deficiências provocadas por doenças ou , relacionadas as atividades repetitivas em casa, no trabalho , como  LER/DORT e, seus efeitos. 

Uma contribuição importante do TO , nos casos de traumas laborais é a REABILITAÇÃO DE MÃO.

O tratamento terapêutico , visa recuperar a capacidade das funções do paciente e , melhorar significativamente , o desempenho do indivíduo em suas atividades de trabalho e vida diária 

Nós vamos  nos aprofundar no próximo artigo,  aqui no Blog ,  sobre a atuação do TERAPEUTA OCUPACIONAL  na saúde do TRABALHADOR e ainda explorar, os fundamentos da TO,  em neuro ortopedia, acompanhe !

LER e DORT : A PRINCIPAL  DIFERENÇA ESTÁ NA TERMINOLOGIA

Voltando um pouco no tempo , na  década de 1980, começaram a aparecer no Brasil ,  diversos casos de TENOSSINOVITE entre digitadores. O alerta preocupou os sindicatos da categoria, que  começaram a lutar pelo reconhecimento dessas lesões , como doenças profissionais.  Sete anos depois, o  Ministério da Previdência , incluiu a TENOSSINOVITE dos digitadores  na relação  das doenças do trabalho. 

Em 1998, a Previdência Social,  passou a utilizar os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho – DORT,  como uma forma de evolução do conceito de LER , modificando os direitos previdenciários.

LER E DORT : PANDEMIA COVID 19

Avaliação feita em março de 2021 pela FUNDACENTRO , resultou num encontro virtual , para analisar o processo de adaptação urgente ao teletrabalho , exigida  pela pandemia .

Foi observado que LER e DORT , abraçam um grupo de doenças que vão além das questões físicas, reforçando uma tese que aponta complexidade multifatorial . 

Exemplo prático é o home office. O ambiente,  que precisou ser  criado com urgência  dentro de casa , não oferece  condições adequadas. 

Outra questão abordada , diz respeito a uma associação da situação  física com os aspectos psicológicos nos quadros de LER/DORT  . De uma certa forma, a PANDEMIA do COVID 19 ,  “ obrigou” as pessoas, a se adaptar,  à nova realidade : comunicação virtual por longos períodos. muitas vezes além do horário habitual, o que não aconteceria em seus,  respectivos locais de trabalho. Lidar com essa intensificação laboral ,  impactou o cotidiano de muitas  mulheres, que acumularam outras atividades, como os cuidados com os  filhos e,  a casa. 

ATENÇÃO AOS SINAIS , PREVINA-SE

No início do nosso artigo , chamamos a sua atenção para uma avaliação correta no sentido de descobrir as causas da sua dor. Procure um ortopedista, um reumatologista ou médico do trabalho. 

Esse é o primeiro passo ,  para  entender e determinar a causa dos sintomas – que como dissemos , varia de pessoa para pessoa –  e o direcionamento do tratamento adequado . 

A princípio LER/DORT é tratada como uso de anti-inflamatórios para aliviar a dor e o acompanhamento de uma equipe que envolve médico , terapeuta ocupacional e fisioterapeuta. 

A caminhada é indicada por especialistas para ajudar o corpo a relaxar. Cuidados com a saúde de forma geral , postura , nível de estresse e atenção aos movimentos repetitivos por um longo períodos de tempo , em casa ou no trabalho , devem ser considerados. 

Dados da  Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, de  2019, revelam que quase  39 MIL TRABALHADORES  foram afastados de seus postos , devido a aos distúrbios relacionados a LER/ DORT. 

Vinte e oito de fevereiro,  é o Dia Mundial de combate a LER/DORT . Ocasião oportuna  para se discutir novas políticas voltadas para a saúde laboral , ações e estratégias individuais e coletivas, visando reduzir o indicador de adoecimento. 

Segue abaixo dois materiais que recomendo como leitura adicional.

https://www.walkyriato.com.br/wp-content/uploads/2022/02/ler_dort.pdf

https://www.walkyriato.com.br/wp-content/uploads/2022/02/cartilha_ler_dort_sbr.pdf

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Referências: isaude.com.br | telemedicinamorsch.com.br | tuasaude.com.br | infoescola.com.br | sp.unifesp.br | reumatologia.org.br |

gov.br

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