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Educação sobre atividades da vida diária

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Neste novembro azul, apresento um texto muito interessante sobre o trabalho da Terapia Ocupacional junto à pacientes em tratamento de Câncer de Próstata .

Não é uma prática muito conhecida pelas equipes de Reabilitação em Câncer com adultos,  por isso este texto, que é  uma tradução parcial livre de um capítulo de livro sobre Reabilitação Oncológica, é uma importante contribuição para Terapia Ocupacional.

São autores ligados à uma Universidade  na Turquia, todos terapeutas ocupacionais, que narram suas experiências clínicas junto à pacientes com Câncer de Próstata , algumas inclusive baseadas  em evidências.

A postagem será realizada em 4 partes, completando o capítulo ao final,  com suas referências e autores.

Boa leitura, e se gostar comente e compartilhe!

Obrigada!!

Educação sobre atividades da vida diária

As razões de limitação da atividade são imobilidade e fraqueza muscular. Intervenções de limitação nas atividades, são importantes para melhorar o desempenho funcional de pacientes com câncer. O terapeuta ocupacional descreve e mede o desempenho das atividades que devem ser realizadas por estes pacientes e depois que a abordagem para as necessidades individuais é identificada, estratégias de intervenção podem ser determinadas. Essas estratégias são individuais, personalizadas e divididas em quatro partes: restauração, compensação, modificação ambiental e educação do paciente.

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Restauração

Os pacientes têm muitas atividades diferentes relacionadas às suas funções. É importante determinar as atividades mais importantes para sua vida. O foco da abordagem restauradora é desenvolver as habilidades ou restaurar o desempenho das atividades do paciente com câncer de próstata. Uma abordagem restauradora é planejada especificamente para a situação do paciente. Nesta etapa, pode-se fazer a gradação do nível de atividade, e a classificação pode ser feita de acordo com os seguintes parâmetros:

Assistência física: Se o paciente com câncer de próstata precisar de ajuda, o TO ou cuidador pode fornecer assistência. Desta forma, a habilidade dos pacientes para completar a tarefa pode ser aumentada. A presença de alguns sintomas como fadiga ou dor, pode fazer com que esses pacientes busquem suporte físico. Esse suporte não significa que o cuidador faça todas as tarefas pelo paciente, estando, porém, atento ao apoio físico necessário para cada atividade.

Supervisão e indicação: envolve uma série de “pistas”. Por exemplo, se o paciente esquece algumas etapas da tarefa devido ao comprometimento cognitivo, ele pode ser apoiado por dicas verbais, táteis e escritas, no sentido de ajudá-lo a finalizar esta atividade.

Demandas da atividade: A atividade pode ser alterada devido à complexidade das habilidades de desempenho. Geralmente, para estes pacientes será melhor selecionar uma atividade com baixa demanda motora e alta demanda cognitiva, por causa dos sintomas. Na educação para atividades, as demandas motoras e cognitivas podem ser aumentadas passo a passo.

Sequenciamento da atividade: a atividade é dividida em ordem de prioridade e sequência. O número de etapas em tarefas e o número total de etapas podem ser aumentados. Assim, estes pacientes podem completar a atividade facilmente, sem fadiga ou dor.

Tipo de atividade: Durante a educação para uma determinada atividade, as tarefas podem ser classificadas de familiares a desconhecidas, ou de antigas a novas. Este método pode ajudar o paciente a se sentir mais confortável durante a atividade.

Ambiente: o ambiente pode afetar a participação nas atividades. Por exemplo, estes pacientes podem ter incontinência urinária, portanto, podem precisar usar o banheiro com frequência. Essa situação pode afetar os homens de forma negativa. Para evitar sintomas negativos, como estresse ou constrangimento, a atividade em que possa haver necessidade do paciente buscar um banheiro, deve se limitar apenas a ambientes familiares. Em programas de intervenção, a atividade pode ser graduada a partir de um ambiente familiar, para um ambiente desconhecido.

Compensação

A abordagem de compensação concentra-se em usar as habilidades dos pacientes para atingir o mais alto estágio possível de funcionamento nas atividades. Os terapeutas podem ensinar aos pacientes com câncer de próstata novos métodos para modificar o desempenho de tarefas para compensar áreas deficientes de ocupação, desempenho e fatores individuais. Caso o paciente ainda necessite de ajuda para participação em novas atividades, o TO também deve orientar quanto ao uso de técnicas ou equipamentos adaptados, pois estes podem precisar usar alguns dispositivos de tecnologia assistida, como facilitador de atividade ou software auxiliado por computador para realizar as atividades. Esses instrumentos podem ajudar a diminuir os sintomas (ou seja, fadiga e dor) do câncer e aumentar a participação nas atividades dos pacientes.

Modificação ambiental

As modificações ambientais consistem em estratégia de compensação, modificação e adaptação. A abordagem de compensação influencia diretamente o funcionamento do paciente. No entanto, a abordagem de modificação ambiental influencia o funcionamento dos pacientes indiretamente. Pacientes com câncer de próstata precisarão de ajuda em casa ou no ambiente de trabalho. Os terapeutas ocupacionais devem aconselhar para redesenhar o ambiente doméstico ou de trabalho do paciente com câncer de próstata, onde os pacientes podem participar de atividades mais facilmente do que antes. As modificações podem incluir estratégias de baixo custo e facilmente acessíveis para melhorar a participação em atividades domésticas e comunitárias.

Os pacientes também podem ter problemas em um ambiente social, por não querer participar devido à relutância geral em fazer qualquer atividade. Além disso, podem ser expostos ao estigma e à compaixão de outras pessoas. Por essas razões, o terapeuta ocupacional deve considerar os aspectos físicos e sociais, sabendo que a educação da atividade de vida diária deve ser holística e integrar atividade, ambiente e paciente. A proposta de usar atividades baseadas na ocupação, melhora muito a participação social destes pacientes, e apoia o bem-estar e a QV (Qualidade de Vida).

Treinamento sensorial

Modalidades de tratamento como cirurgia (por exemplo, prostatectomia radical), terapia de privação de androgênio, radioterapia e quimioterapia afetam as vias sensoriais neurais do corpo. Esses déficits podem ser mais acentuados no caso de bloqueio hormonal. Após o tratamento, podem ocorrer algumas deficiências nas habilidades sensoriais. Os efeitos colaterais geralmente observados, como fadiga e dor, podem afetar negativamente o corpo do paciente. Evidências na literatura demonstram que o treinamento sensorial é uma parte importante do programa de intervenção em pacientes com câncer de próstata. O objetivo do treinamento sensorial é desenvolver a imagem corporal, aumentando a consciência corporal, o que inclui esses treinamentos, estímulos sensoriais, técnicas de respiração e relaxamento.

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